domingo, 1 de março de 2009

O Nascimento da Irmandade da Urna (ou "I Found Dead People")

Éramos apenas um grupo de 4 pessoas perfeitamente normais que gostavam de andar pelo Pinhal vizinho. Um dos nossos pontos favoritos era o Vale dos Pirilampos. Para se chegar ao afamado Vale dos Pirilampos temos de passar pela Fonte da Felícia.

Ora a Fonte da Felícia parece à partida um local relativamente inócuo e agradável onde muitas famílias vão fazer piqueniques e encher garrafões de água. Nos dias de hoje já não corre água na fonte apenas na ribeira de S. Pedro de Moel, mas o local continua a atrair muitas pessoas, nós inclusive.

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Aliás foi aqui que num Domingo anterior encontrámos uma cauda de esquilo (hoje já firme e hirta). Desta vez encontrámos mais do que estávamos à espera.

Durante as nossas explorações e caça às rãs reparámos que a ribeira tinha várias mangas podres e um coco à deriva. Até aqui nada de estranho (pensámos nós), e então a história começa a complicar-se... tan tan TAN.

Eis senão quando, na base de uma árvore junto à ribeira, encontrámos o que supúnhamos ser um altar de comida perfeitamente disposto e ordenado.

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E as coisas complicaram-se ainda mais...!

Um pouco mais à frente encontrámos rosas brancas e vermelhas a boiar na ribeira e no canto oposto do lugar da fonte da Felícia, vários ramos de flores empilhados

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Actividades como altares e voodoo na mata não são inéditos e pareciam ser mais umas oferendas ou algum outro ritual.

Mas as coisas complicaram-se ainda mais... (sim é possível!)
Alguém adivinha o que encontrámos a seguir?

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Pois, só faltava a urna (encontrada presa nuns ramos na ribeira). Sim leram bem uma urna!! E agora? O que fazer com a urna? Abri-la, pois claro!

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Nada como soltar um espírito para animar o Domingo! Hehe. E com espectadores que não descolavam os olhos do espectáculo... Um bom exemplo do típico comportamento "ai que nojo deixa ver".

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Depois de aberta a urna, demos de caras com um selo no interior, que não deixa margem para dúvida... agora 1840?

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A teoria e que seja o número de registo... a não ser que tenham cremado uma pessoa com 168 anos. E aí... UAU!

Não abrimos mais por uma questão de respeito, mas não parecia ter conteúdo, apenas as cinzas correspondentes a um dedo, para aí. E não fôssemos nós soltar os espíritos... "Não apontem isso para a barriga da Ana", dizia o P. em pânico.

Em suma, pareceu-nos tudo muito estranho. Entre comida, flores e urnas, um ritual um pouco macabro, mas divertido do ponto de vista da descoberta.

Um rabo de esquilo... Uma urna... O que nos esperaria na semana seguinte, umas ossadas?

E assim nasce a Irmandade da Urna e gostinho por encontrar caixas escondidas.

May the cache hunt beginn! Muhahahaha....

4 comentários:

Ana disse...

hehehe!!! Pois da barriga saiu um pingo... pode ser que ele (e a mommy e o daddy) vos acompanhe em algumas aventuras lá mais para o verão!!! que tal? entretanto ainda estou à espera da encarnação da pomba gira para nos dizer afinal de quem eram as cinzas... beijokas

Pedro disse...

LOL :D hehehehe, vou ver se consigo arranjar aquilo ;)

Pedro L. P. Sousa e Silva disse...

Parece uma tarde bem passada!
Há uns anos valentes também já encontrei lá mangas e cocos a boiar, agora urnas, isso é só para alguns...

Anónimo disse...

Ja vi que isto é antigo. Mas lembro-me de ha uns 6/7 anos e eu a minha mãe termos encontrado um pouco mais acima da ribeira um cenário semelhante mas com uns potes de barto com o que aparentava ser mel la dentro. Já na praia Velha também encontrei um banquete com direito a velas, rosas e fotos queimadas.